terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Selo do Brasil Marília de Dirceu

Selo Marília de Dirceu de 1967: Série Mulheres Célebres do Brasil e a obra de Tomás Antônio Gonzaga

Selo do Brasil de 1967 Marília de Dirceu

O selo ordinário da Série Mulheres Célebres do Brasil homenageia Marília de Dirceu, personagem que se tornou um dos maiores símbolos da poesia arcádica brasileira. Inspirada em Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão, Marília foi eternizada por Tomás Antônio Gonzaga na obra Marília de Dirceu, um dos clássicos da literatura brasileira e do Arcadismo.

A composição do selo apresenta um delicado retrato feminino em meio-tom, impresso na cor laranja, destacando a elegância da personagem com vestido de época, penteado cuidadosamente elaborado e joias discretas. Na parte superior da ilustração aparece a inscrição "Correio do Brasil", enquanto a base traz o valor facial de 2 centavos e o nome Marília de Dirceu. O desenho, de linhas suaves e refinadas, transmite a delicadeza e a idealização feminina características da poesia árcade.

Criado pelo artista Waldemiro Puntar, o selo foi produzido em papel couché com a tradicional filigrana Brasil–Estrela–Correio, marca de segurança utilizada nas emissões postais brasileiras da década de 1960. A impressão em tom monocromático evidencia o trabalho artístico do retrato e confere à peça um estilo clássico, muito apreciado por colecionadores de filatelia temática sobre literatura, personalidades femininas e história do Brasil.

Integrante da Série Mulheres Célebres do Brasil, o selo valoriza a contribuição de figuras femininas que marcaram a cultura e a história nacional. Embora Marília seja uma personagem literária, sua presença na filatelia brasileira demonstra a importância que a obra Marília de Dirceu alcançou no patrimônio cultural do país, tornando este exemplar uma referência para colecionadores interessados em literatura brasileira, poesia, Arcadismo e história postal.

Valor facial: NCr$ 0,02
Data de emissão: 11/08/1967
RHM: 527
Denteação: 11 x 11½

Moeda de NCr$ 0,02

Em 1967, estava em circulação a moeda de 2 centavos (NCr$ 0,02), pertencente ao padrão monetário do Novo Cruzeiro (NCr$). Na época, uma única moeda de 2 centavos era suficiente para adquirir esse selo nas agências dos Correios, estabelecendo uma interessante ligação entre a filatelia e a numismática brasileiras.

Essa correspondência entre o valor facial da moeda e do selo permite compreender o cotidiano dos brasileiros durante a década de 1960. Além de atender às necessidades postais da população, os selos registravam acontecimentos, personagens e manifestações culturais, enquanto as moedas refletiam o cenário econômico e monetário do país.

O Novo Cruzeiro foi criado em 1967 como parte de uma reforma monetária destinada a simplificar as transações financeiras em um período de inflação crescente. Embora esse padrão monetário tenha permanecido em vigor por poucos anos, suas moedas e selos constituem importantes testemunhos da história econômica, cultural e postal do Brasil, despertando o interesse de colecionadores, pesquisadores e apaixonados pela história nacional.

Moeda brasileira de 2 centavos de 1967 do padrão Novo Cruzeiro (NCr$ 0,02)
Moeda de 2 centavos (NCr$ 0,02), 1967.

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